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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Passagem aérea no Brasil já está 56% mais cara em 2011

aeroportos - 700 x 400

As tarifas aéreas aumentaram 56,3% entre janeiro e novembro deste ano no Brasil, de acordo com a prévia da inflação oficial divulgada nesta quarta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados estão no IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e, só em novembro, as passagens encareceram 4%. Na prática, um bilhete que custava R$ 300 no fim do ano passado passou para R$ 469.

As passagens vendidas no Rio de Janeiro foram as que ficaram mais caras no período – 71,3%. Isso quer dizer que a mesma tarifa de R$ 300 subiu para R$ 514.

Em São Paulo, onde se concentra a maior parte dos pousos e decolagens do país por causa dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, o aumento nas tarifas foi de 47%. Quer dizer que a tarifa de R$ 300 em dezembro do ano passado custa R$ 441 agora.
Apesar da alta nas tarifas de avião em novembro, o ritmo de aumento do grupo transportes - inclui ônibus urbano, táxi, trem, ônibus intermunicipal, ônibus interestadual, ferry-boat, passagem aérea, metrô, barco e transporte escolar - ficou em 0,02%. Em outubro, a elevação foi de 0,57%.

Veja o quanto as passagens aéreas ficaram mais caras em 2011

Rio de Janeiro – 71,31%
Fortaleza – 66,52%
Recife – 65,74%
Goiânia -60,37%

Governo cede parte da receita com tarifas aeroportuárias

O governo vai abrir mão de parte do Ataero (Adicional Tarifário), uma espécie de tributo que representa a metade do valor das tarifas cobradas dos usuários (passageiros e companhias aéreas), para tornar mais atraentes os aeroportos que vão ser privatizados (Guarulhos, Brasília e Viracopos).

De acordo com uma Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira, em vez de recolher para a União adicional de tarifa de 50%, os administradores dos terminais vão repassar 35,9%.

Antes da MP, por exemplo, para uma tarifa de embarque doméstico de R$ 20,66, R$ 13,77 ficavam com o operador (no caso a Infraero) e R$ 6,89 eram recolhidos. Com a mudança, R$ 15,20 ficam com administrador do aeroporto e R$ 5,46 são repassados aos cofres públicos.

- A medida contribui para aumentar a rentabilidade do aeroporto - afirmou Cleverson Aroeira, secretário-executivo da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Ele explicou que os recursos arrecadados pela União serão destinados ao Fundo Nacional de Aviação Civil, criado no bojo das mudanças no setor aéreo, para desenvolver aeroportos regionais.

No ano passado, a Infraero ficou com R$ 1,760 bilhão das receitas com tarifas aeroportuárias. Com a aprovação da MP, este valor subiria para R$ 1,836 bilhão. Os três aeroportos a serem privatizados representam 30% do todo o tráfego aéreo do país.